Buenos Aires dia 2 – Compras, Quilmes Rock e Foo Fighters (Finalmente!)

Quem quiser as poucas fotos que eu tenho do show sem o meu nome em cima, posso mandar por e-mail sem problemas, mas só não usem sem colocar os direitos autorais, ok? 😉

E sim, o post está grande, afinal, é um relato de fã, se não quiser saber detalhes, nem se dê ao trabalho, ok? Agora, se for fã, estava lá e eu esqueci alguma coisa, por favor, fique à vontade! 😀 (Porque eu sei que no futuro eu vou querer ler isso de novo)

Dia 03/04/2012. O grande dia. O dia em que eu havia pensado, imaginado, sonhado muito. O dia que eu finalmente veria os putos do Foo Fighters ao vivo.

Acordamos, tomamos café e fomos dar umas voltinhas pela Florida, fazer umas comprinhas de alfajores que tinham encomendado, comprar algumas besteirinhas para comer depois que chegássemos do show e almoçar. Mas essa última parte foi pulada porque a gente estava sem fome.

Ficamos enrolando no hotel e fomos para o River umas 3:00. Chegando lá alguns carros estavam sendo proibidos de entrar na rua, e mesmo o taxista dizendo pro guarda que éramos turistas e que íamos assistir o show, ele foi impedido. Tivemos que andar MUITO para achar a fila do campo (a nossa pista), pois ela começava uns 3 quarteirões depois do portão. E depois que achamos tivemos que andar mais um pouco para achar o fim dela, que por sorte estava meio perto. Achei que os realizadores do Quilmes fossem portugueses ao invés de argentinos, porque eles poderiam começar a fila do portão, assim como as outras seções, mas não, tinha que fazer a gente camelar.
Vi várias pessoas indo para o show sozinhas, sem nenhum acompanhante, achei isso estranho, mas legal, tipo de coisa difícil de se ver aqui no Brasil, mas que lá parece ser comum nesse tipo de evento.
O sol tava forte pra caramba, mas casaco amarrado na cintura não faz mal pra ninguém, certo?

Contei milhares de camisetas do FF e para ser sincera aposto que das 5 atrações do dia (FF, MGMT, Joan Jett & The Blackhearts, Band Of Horses, Crosses e Jauria) 99% estava lá por causa do Foo Fighters.

Esperamos uns 15 minutos na fila (e vi passando um menino com a bandeira do Sul com o símbolo do Grêmio dentro ahahahahha) e a fila começou a andar, ou melhor, quase correr. Já conseguia ouvir uma banda tocando, apesar de o portão ter sido aberto havia pouco tempo (o que não faz sentido nenhum porque ainda não eram 5h). Seguimos e entramos. Estava meio vazio e assim como no Rock In Rio, tinha uma divisão no centro em que os “prevención” ficavam.
Basicamente estava divido ao meio e dos lado em 6 “gomos”, para que esses segurancinhas pudessem retirar as pessoas que passavam mal e encaminhá-las para a enfermaria. Bacana. O gorducho que era o prevención da minha área claramente não gostava de rock.

Eu achei um lugar no 2º gomo na lateral direita, com boa vista, e lembro que a primeira coisa que falei pra minha mãe foi “caralho, tá muito perto do palco!”. E ainda poderia enfiar meu braço ali naquele espaço e tirar várias fotos. Fotos eu tirei, o problema vem depois 😦

Jauria

Assistimos o resto do show da banda argentina Jauria, que apesar de ser legalzinha, o som estava realmente alto, principalmente para um River Plate quase vazio.

Pelo que eu entendi eles são meio famosinhos lá, com algumas músicas conhecidinhas com refrões fáceis, porque eu lembro que até eu estava cantando a última música deles. Rockinho normalzinho com letras grudentinhas.


O show acabou e 15 minutos depois vi que a bateria da banda de Miss. Jett estava posicionada, o que me alegrou bastante, tava animadona para Joan.

Quando o show terminou descobri que a vorterix, uma rádio de lá, iria transmitir todos os shows na internet. E que o carinha/apresentador era famoso. Ele anunciou as outras bandas.

Joan Fucking Jett & The Blackhearts 

Pra mim o show dela durou uns 30 minutos apenas. Foi bem rapidinho mesmo. Ela cantou seus hits Cherry Bomb, I Love Rock ‘n’ Roll, Bad Reputation, I Hate Myself For Loving You e a novidade Reality Mentality, entre outras. (Neste link tem o show completo no youtube em qualidade ruinzinha e nesse link tem os áudios do show para download)

A Joan é super hiper mega simpática e agradecia em espanhol, agitava, batia palma, cantava, tocava guitarra e encantava. O público no entanto não pareceu perceber quem estava ali, parecia só mais uma antes do Foo. Não se deram conta que se tratava apenas de uma das dinossauras do rock, mas enfim.

O som estava em uma altura excelente, nem baixa e nem alta demais e digo que foi um show muitíssimo bom. 😀

Crosses

Dez minutos depois da Joan sair do palco uma segunda bateria foi colocada de frente para outra, o que eu tenho que confessar que foi bem legal. E falando em baterias, reparem no montinho mais alto na foto….

Mas daí entrou o vocalista que eu não sei porque de primeira me lembrou o Serj Tankian (do System Of A Down) e ele era todo esquisitão, sem carisma (ao contrário do Serj original), que eu já não curti muito, sei lá. E eles começaram a tocar e eu odiei. Se existe inferno na terra, era no show do Crosses. O som estava muito alto e o cara ainda gritava tanto, e tinha tanto instrumento fazendo barulho competindo pela atenção do público que ficava uma grande bagunça. Eu nunca ouvi a banda em videoclipes, mas ao vivo eu realmente não curti. Apesar de me divertir com as mil baquetas que os bateristas quebravam uma atrás da outra.

Quando finalmente acabou eu me animei de novo para:

Band Of Horses

Não, eu não conhecia as músicas deles, e nem sabia cantar nenhuma, mas o show foi tão bacaninha que o saldo foi bem positivo. O som estava alto, mas isso nem foi tão percebido, porque o vocalista, Ben Bridwell, fez graça, animou e interagiu com a galera, foi fofo e ainda por cima as músicas eram legais. Viu, Crosses? Não preciso conhecer pra achar legal, afinal, a surpresa está justamente aí, a banda ser boa sem você imaginar e acabar um susto bom. 🙂

Foi fofinho quando o Ben falou que ia dedicar a música à lua e disse “I love you, moon” e daí mudou a voz e falou “I love you too, Ben” hahahahaha
Lua um pouquinho antes do Band Of Horses entrar no palco:

A penúltima banda da noite tinha uma difícil missão, que era segurar a galera para o show do Foo Fighters. Eu sei que essa não era a tarefa mais fácil para a banda indie….

MGMT

…mas isso não queria dizer que eles estavam liberados para fazer um show maçante ao extremo.
Quero dizer, todo mundo sabe que ao vivo eles são muito ruins (na verdade eu não sabia, mas sempre ouvi falar), e realmente agora posso assinar esse coro, o que eles tem de agitados em algumas músicas, eles tem de parados no show inteiro.

Eu sei lá qual a música que eles começaram, mas foi legal. Daí já na segunda eles deixaram a peteca cair e foi ficando cada mais mais chaaaaaaaaaaaaaaaaaato o show. Eu tava ficando com sono, parecia que o Quilmes tinha escolhido uma banda de ninar para tocar antes do Foo. O vocalista disse que era a 1ª vez que eles tocavam em estádio e por isso estavam super animados. (Pohan, se isso é animação….)
Eu olhava em volta e todas as cabeças estavam se abaixando, ninguém tava se mexendo, dançando ou qualquer outra coisa. Parecia que o Quilmes tinha levado uma injeção de lexotan na veia e tava prestes (ou já estavam) a dormir. Parecia que estavam fazendo o show para eles mesmo, sem nem se importar com a platéia. Erro do Quilmes, sim ou com certeza?

O show se arrastou tanto que uma hora a galera começou a gritar “Foo Fighters, Foo Fighters, Foo Fighters”, o que eu achei um pouco sacanagem, porque apesar de estar quase morrendo ali, não é legal com nenhuma banda gritar o nome de outra, afinal isso não vai cancelar esse show e trazer o próximo. E acho falta de respeito com o artista, mesmo que eles sejam chatos. E para não ficar sem graça, o vocalista Andrew VanWyngarden começou a gritar “Foo Fighters, Foo Fighters” também, o que eu achei bem legal da parte dele. 

E foi durante essa uma hora que além de começar a esfriar, os espertinhos (porra! CHEGA MAIS CEDO NA PRÓXIMA VEZ, HIJO DE LA PUTA! Não vem empurrando, machucando os outros e fedendo pra cima de mim não!) tentaram furar os espaços nas grades e se dar bem. Teve um menino que ficou o show inteiro tentando roubar meu espaço, mas daí a filha da mãe da mulher da frente foi pra frente e nem sei como ele entrou e ele fedia. MANO! Ele fedia a cecê. (É nessa hora que vcs falam “Tadinha da Mô! :(“))
Quem não tava roubando espaço alheio, tava dormindo ou fumando maconha. PQP hein hermanos! Nunca vi fumarem tanta maconha assim num show. Eu sei que sempre rola, mas caraca. Eu praticamente senti cheiro dessa droga o dia inteiro, meu narizinho não aguentava mais esse cheiro horrível. Você, brasileiro, acha que em shows aqui no Brasil o povo fuma muito? É porque nunca foi num show na Argentina. Sério mesmo.
Pra vocês terem ideia, até o vocalista uma hora falou “Eu não sei se eu estou sentindo cheiro de “marijuana” ou  “marijuana””, o que eu achei que foi muito bem colocado da parte dele. u.u

Os pontos altos: Electric Feel, uma música nova chamada “Alien Days”, que foi legalzinha e quando os caras tocaram a ótima “Kids” e a galera foi à loucura.
Um ponto super negativo foi que os telões ficaram passando imagens aleatórias, de clipes e outras coisas e não mostrava eles, o que deve ter sido muito mais chato para quem estava nas arquibancadas e dependia dos telões para assistir, eu acho.

DAÍ finalmente ACABOU e foi nesse momento que a galera começou a empurrar loucamente. E pararam. Um bundudo hijo de la puta master ficou empurrando minha bunda e começou a encrencar comigo dizendo que eu estava empurrando ele, perguntando qual o meu problema, só porque ele era grande e eu nem sou tão grande assim e daí eu me fingi de morta e comecei a falar em português com ele, que não entendeu nada e se virou frustrado porque não conseguiu a briga que queria. Se você foi o hermano idiota que começou a me empurrar em busca de briga, um recado pra você: Ô BURRO, PORQUE RAIOS EU IA EMPURRAR VOCÊ SE EU ESTAVA NA GRADE, EM UM LUGAR MELHOR QUE VOCÊ, CONSEGUINDO ME APOIAR E AINDA EM UM LUGAR EM QUE EU CONSEGUIA ENFIAR A CABEÇA E VER O DAVE LINDAMENTE, ENQUANTO VOCÊ TAVA NO MEIO SENDO MAIS AMASSADO QUE EU? GÊNIO DA LÂMPADA. pqp gente, quanta falta de amor com o próximo e quanta falta de noção. Mas eu sei que isso não é algo só dos argentinos. Eu sei que brasileiros podem ser ainda piores.

Foo Fighters (Finalmente!)

Quem quiser ver o show inteiro, tem nesse link. (Eu achei que ao vivo o som tava bem melhor, aqui parece que ele não canta nada, mas ao vivo eu garanto que não é assim! 🙂 )

(Então, lembram que lá em cima eu disse que não tinha fotos? Eu comprei uma bateria e um chip extra pra minha câmera e levei. Troquei e fotografei o Dave e o Foo lindamente, gravei algumas poucas músicas e acabou a bateria mais pro final. Ok. Mas acontece que shit happens e minha mãe perdeu o chip e a bateria, mas eu deixo isso pros próximos posts. Então, resumindo: Eu não tenho fotos e vídeos do FF na Argentina no dia 1 😦 e vou atualizar com fotos depois, pois vou procurar fotos parecidas do meu ângulo de visão)

Um pouco antes, o prevención amiguinho distribui o resto de água que ele tinha, e me dá especificamente um copo, eu pego, agradeço, bebo, uma menina me pede um pouco e eu não sabia como explicar que daria pra minha mãe e depois pra ela, minha mãe bebe, dou pra menina da minha frente e nem sei como o copo vai parar na minha mãe de novo. (?)

Eles entraram com Bridge Burning e eu estava pulando tanto, não por vontade própria, que um cara mó altão entrou na minha frente e eu não pude fazer nada. 😦 Mas ainda conseguia enfiar a cabeça no meio e ver o Chris, o Dave e o Taylor se me esforçasse um pouco. Nate e Pat somente pelo telão. 😦

E assim vieram Rope e The Pretender, junto com a primeira interação, que basicamente era ele pedindo silêncio pro povo.

Com “Let`s sing a FF song. Ready? This call My Hero” (Ué, e eles tavam tocando música de quem antes? ¬¬) eles continuam com muitos “Sing out loud”, “Let`s Sing”, “Sing with me”, “let`s go”, “come one”, “here we go” e suas variações. Ele também pediu para a galera cantar sozinha e foi demais ouvir aquela multidão cantando “there goes my hero, watch him as he goes” e ele dizendo que foi +- e que deveriam cantar mais alto e a galera cantando muito “There goes my hero, he`s ordinary” e ele batendo palminhas à lá Dave Grohl.

Tenho que dizer que os argentinos são suuuuuuper animados e cantaram todas as músicas, sem exceção e sempre que podiam, eles cantavam aqueles “ole ole ola soy argentino (que eles substituíram por Foo Fighters), és um sientimento y no puedo parar”, o que no começo foi bem legal, mas lá pelo 6º eu já tava querendo enfiar uma meia na boca de todos eles, porque realmente estava começando a ficar chato e repetitivo ao extremo. Até o Dave fez piada dizendo “Tudo eles cantam esse ole ole ole” ahauauahuahuaha.

E daí o Dave começou a dar aqueles gritos “Heeeeeeey” dele que eu honestamente não sei como ele conseguiu voz para aquilo, mas ele fez várias vezes. ahhahauaauahua E seguiu com o já conhecido discurso:

– Hi, I`m Dave, and we`re the FF. It`s really nice to meet you. How are you? You`re fucking loud. I like that. How many fucking songs do you wanna hear? How many songs? This is the FF fisrt time in Buenos Aires, it`s the first time, we`ve got to play everything, right?
A galera vai ao delírio e ele pergunta novamente:
– Everything?
– Yesssss – Coro geral
– Everything? – Já meio incrédulo
– Yessss
– Almost everything? – Dave sugere
– Nooooooo
– Close to everything? – Dave
– Noooooo
– How about this: How about we play as long as we can fucking play until they tell us to leave? Is that what you want? Is that what you want? Are you ready?  Are you ready? jdufjgfjiojfdgnvcn\sz (insira algo do tipo: come on, let`s fucking do this)

Learn To Fly seguida de White Limo que foi dedicada à alguma Joan ou John (????), seguida de Arlandria, em que o dave toca aqueles riffs e manda a galera gritar vários “heys”. E começaram a acompanhar o baixo com os “ôôôôôôs” e “heys” e daí o Dave soltou “I fucking love you guys. You are fucking awesome”

E depois de dizer que a próxima era para para os fãs antigos de FF, começou Breakout (<3) e eu cantei loucamente. Então a galera com a músiquinha do sentimiento novamente e Dave diz que eles é quem deveriam estar no palco e que o FF deveria estar na platéia nesta noite, dizendo que eles são bons cantores, que sabem cantar, e que ele gosta disso, que eles cantam melhor que o próprio Dave. Cadê os haters agora para reclamar de Dave Grohl? hahahahha
E daí ele apresenta a banda, “the friends in the FF”, começando pelo lindo do Chris Shiflett, guitarrista principal,que faz um solinho e a galera acompanha com os “ôôôôô” e o Dave diz que na verdade eles não sabem essa música que o Chris começou (Rockaway Beach, dos Ramones), mas que eles sabem os primeiros 20 segundos de todas as músicas do mundo hauhauhushuhauh. A galera pediu “Hey Ho, Let`s Go” e ele disse que sim, eles tocariam, mas que antes iam tocar algumas músicas do FF. Maior mentiroso da história esse Dave, viu…. ahusuhushau Ele nem tocou!
O fofo Nate Mendel (baixista) “o cara logo ali”, Robbie Jeffie (? não sei escrever, e que toca piano), Pat Smear, guitarra, que quase virou uma garrafa de champanhe na hora porque o Dave disse que eles queriam que ele bebesse a garrafa de champanhe, mas na real, eu não ouvi ninguém falar isso não…. ahsuahushaushu,  e por último mas não menos importante, palmas para o Taylor, que ainda nem tinha sido anunciado e já ganhava o “ole ole ole Taylor Taylor”, que disse que há um bom tempo uma das primeiras bandas foi o Queen (banda favorita dele e do Pat) que fazia aqueles “Ê ô” clássicos. E o Dave diz que gosta quando ele faz isso, pois é muito legal e que a melhor coisa no Taylor é o bigode dele, Taylor tenta interromper dizendo que o que o faz legal é tocar com o FF, por causa do Dave, mas Dave não deixa e continua o papo do bigode “lindo”. E daí o Tay diz que na verdade é o fato de estar em uma banda com o melhor músico da atualidade, a razão deles estarem ali – Dave tentar interromper dizendo Taylor Hawkins – mas ele continua: Dave Grohl. A galera aplaude e ele diz para pararem pois ele odeia ser famoso e que é uma merda. (E é nessa hora que ele solta o “Oh, that`s how they do it: ole ole ole anything anything” HAUAHUAHUAHUAHUAHUAHUA Demorou pra entender hein, Dave?)

E daí eles começam Cold Day In The Sun, música do Taylor, que ele mesmo canta e que o Dave só faz o backing e as guitarras.
Então Dave grita pro Taylor no final: Vamos lá, Taylor, BIG ME! (E eu quase morro porque eles não costumam tocar essa música, que eu amo!!!) Ele diz que foi especialmente para nós porque fazia muito tempo que eles não tocavam essa música (E não, não vi ninguém tacando mentos neles).

Então começa Stacked Actors com Feel Good Hit Of The Summer (do Queens Of The Stone Age, banda que o Dave é baetrista….) com direito ao duelo de guitarras entre ele e o Chris (<3).
E é nessa hora que minha mãe me diz que não esta aguentando e que precisa sair. ¬¬ Então eu chamei o “prevención” mais próximo e uma galera (tinha até um menino muito lindinho) ajudou a levantar ela pra ela passar pela grade para ir para enfermaria (viu grandão bundão encrenqueiro? Dá pra ser legal em show!). Eu agradeci eles no meu espanhol fluente de “gracias”, algo que eles nem esperavam, e o fofinho me olhou com cara de quem não esperava esse gesto meu. Mas caramba, ele ajudou a minha mãe, merecia um gracias, não? Sou educada, ué! hauhauhau E daí ele balançou a cabeça pra frente em gesto de “de nada” e eu virei pra frente para então curtir Walk e em seguida Monkey Wrench. E não sabia se saia dali e ia com ela ou ficava e resolvi ficar quieta, me apoiando no cara da frente, pq pra ajudar ela eu tive que me virar e perdi espaço. ¬¬³ Mães…

E então eles tocam Let It Die!!!!! Pra matar os fãs de tanto gritar mesmo. E seguem com I Should Have Known e These Days (música favorita minha e do Dave)!!! Duas das músicas mais perfeitas de Wasting Light! <333333333

Emendam This Is a Call (que também é rara ao vivo! <3) com In The Flesh?, do Pink Floyd, cantada pelo Taylor.
Logo em seguida o público foi ao delírio com Best Of You (no coro do ‘ôoooooooo” o Dave disse que éramos incríveis e perguntou se ele deveria terminar a música ou parar ali mesmo e recebeu um “nooooooo” hauahusuahsua) e ele pergunta se querem mais músicas e daí ele diz que a próxima era para todos os “motherfuckers” barulhentos que estavam ali e completou dizendo pra fazerem silêncio pois a próxima era “a quiet quiet fucking loud song. Nice melody quiet fucking loud song” hauahsuhauhua -> All My Life!

E vão para o backstage.

Daí o Dave volta com a sua guitarra e começa o discurso que ele não quer parar, e que ele vai tocar uma música que quase nunca tocam porque ninguém gosta dessa música, nem ele gosta, que é a ótima Wheels, seguida por Times Like These, que a banda entra mais para o fim.

Daí ele grita Dear Rosemary! Depois, ele faz um discurso dizendo que uma das melhores coisas de ser do FF, é que eles podem fazer várias coisas boas, fazer jams, tocar com amigos, e que essa noite tinha sido incrível junto com Crosses, MGMT, Band Of Horses e que uma pessoa em especial era uma grande inspiração e heroína e que era muita sorte fazer tour com a lenda Joan Fucking Jett, que ia tocar com eles. Ele segue dizendo que ama Joan, para então tocarem Bad Reputation.

Para então terminar com Everlong, claro.

Eu não lembro bem os momentos em que o Dave disse as coisas, mas lembro dele dizendo que se arrependeu de ter esperado 17 anos para ir pra lá, porque eles eram muito barulhentos, animados e ótimos. Que a platéia era ótima, que foi maravilhoso, que ele adorou. Realmente, concordo.

Ele disse que eram uma das melhores plateias e que voltaria logo (e eu pensando: amanhã, né, Davezinho…hauhauahuahuhauh)

Sim, a voz do Dave falha durante o show, ele sai do ritmo algumas vezes, não consegue gritar, mas QUEM SE IMPORTA? O cara dá tanto de si durante o show que o filho da puta que xingar a performance dele não merece o mínimo de atenção e sim uma cadeirada na fuça.
Porque ele nunca disse que era cantor, ele até se apresenta como baterista. Apesar de ser um cantor excelente, principalmente porque sempre recusou autotunes da vida e sempre deu a cara a bater, nunca escondeu sua voz, nunca usou programas em discos e muito menos ao vivo.
E mesmo assim ele canta, grita, interage, provoca a platéia, se esforça para dar o melhor show para quem está ali. O frontman não deixa a peteca cair em momento nenhum. Ele corre pra lá e pra cá o tempo todo, faz piadas, faz duelos de guitarra, tira crianças da pista para colocar no palco, se mostra humilde e totalmente pé no chão. E ninguém se atreve a contestar, porque é foda. Ainda mais no calor do momento. Você tá lá e apesar de todos os amassos, empurrões, fedores, visões tapadas, tá todo mundo na mesma vibe maravilhosa de estar vendo eles ali na frente e querendo curtir cada minuto. E não dando nem um porra de atenção se ele está conseguindo cantar ou não. Se ele consegue gritar tanto assim em “Breakout” ou “White Limo” ou não. Porque ele está dando o melhor de si e a gente consegue ver e perceber isso. E é isso que importa.

Tem tanta banda aí que tem tanto potencial e nem se importa em fazer um show pro público, que passa em branco e daí vem somente Dave Fucking Grohl e mostra como esses filhotes devem fazer para dar ao público o show de suas vidas. Mesmo com o cisto na garganta. Mesmo com suas limitações. Mesmo com a sua idade. Mesmo assim. Ele pelo menos tenta (e consegue apesar de tudo isso). E ninguém repara que ele não está 100%, porque na real, isso é o que menos importa. Afinal, são apenas detalhes para quem esperava tão ansiosamente o show, e na verdade nem dá pra ouvir muito bem se você está lá no meio, porque provavelmente você está cantando com a galera e não está ouvindo muito bem a voz dele, mas mesmo que estivesse, e daí? Se tem alguém que merece ser “perdoado” por isso, seria ele. Mas ele não precisa. Porque ele é o Dave. E ponto final, porque isso por si só já basta. E se você não acha isso, só lamento por você que não consegue ver que são poucos os músicos que se empenham não só em dar o seu melhor, mas em fazer um bom show, que envolva e arrepie o público, assim como ele faz. Escolhe outra banda, porque o Foo definitivamente não é para você.
Obrigada, Dave, por tudo. ❤

Daí eu fui procurar minha mãe na enfermaria, o prevención amiguinho me viu e me ensinou, mas no meio do caminho eu meio que me esqueci e parei em 2 outros e eles se preocuparam comigo quando perguntei onde era, com medo de eu estar passando mal e daí disse que era minha mãe quem tava lá e eles me ensinaram de novo. Mas devia ter deixado, um deles era super bonitinho…. ahsuahsuahsuahuh

Daí eu cheguei lá, uma moça muito simpática disse que sabia quem era minha mãe, a brasileira e tal e que ela estava bem e disse que ela deveria estar numa área ao lado, e eu achei minha mãe, que levou bronca do médico porque não comeu nada e nem bebeu água o dia inteiro. Ê lelê, viu, mãe….

E depois foi o inferno achar um táxi vazio, andamos feito um camelo, um queria cobrar 80 pesos por uma corrida que dava 50 (o que não era tão inaceitável assim, mas minha mãe tava me enchendo sei lá por que e eu recusei) e daí que passou um outro que cobrou normal. E chegamos acabadas, comemos um pouco, tomamos banho e dormimos. (Não antes de eu descer na recepção de pijama e pedir pro cara carregar a bateria lá porque não entrava mais nas tomadas do quarto, como entrava no ano passado e ele disse que talvez tenham reformado; aliás, bem legal esse cara. 🙂 )

Obs geral: QUAL A PORRA DO PROBLEMA DE VOCÊS MÚSICOS, QUE DEIXAM OS INSTRUMENTOS LIGADOS FAZENDO BARULHO ATÉ O ROADIE DESLIGAR? ESSE BARULHO SOZINHO É ESTRIDENTE E INCOMODA. TODOS ELES, ATÉ O FF FIZERAM ISSO. PORRA, QUE MERDA DE BARULHO. u.u

Em breve, o dia 2 e o Lollapalooza. ❤ (Vão ser menores, prometo! Eu ia fazer um post especial pro Foo, mas ia ficar muito post! auhsuhauhsuah Mas é que eu sei que eu vou querer ficar lendo isso depois várias vezes, porque eu meio que me arrependo de não ter feito isso pro do Green Day)

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