Buenos Aires dia 3 – Mais Quilmes Rock e muito mais Foo Fighters

Continuação da SAGA ATRÁS DO FOO FIGHTERS. Para ler sobre o 1º show deles no Quilmes Rock, clique aqui.

04.04.2012
Acordamos, tomamos café e ficamos (na verdade eu fiquei dormindo enquanto minha mãe foi ver um negócio lá na rua) no hotel, até umas 14h, e pegamos um táxi até o estádio novamente. Dessa vez fomos até a rua que a gente sabia que a fila estaria (não acreditei que o taxista não percebeu que a gente era turista! hahahahah) e apesar de ser mais cedo do que o dia anterior, tinha muito mais fila. Ficamos esperando uma boa hora até abrirem os portões e, como da outra vez, quando entramos a banda argentina já estava tocando.
(ALÔ ORGANIZAÇÃO DO QUILMES, QUAL É A DE VOCÊ? COMO QUE VOCÊS ABREM A MERDA DO PORTÃO  NA MESMA HORA QUE A BANDA COMEÇA A TOCAR? Não que eu quisesse realmente assistir, mas não tem algo muito estranho nessa história, não?)

Dessa vez ficamos no 3º gomo do lado esquerdo, para que eu pudesse ver o Pat e o Nate também. E ao invés de ficarmos na grade lateral, decidimos ficar mais atrás e na grade de frente, pois era melhor para nos segurarmos. Um pouco mais longe, mas dava pra ver tudinho.

Dessa vez também estava mais lotadinho e achei que realmente poderia lotar o estádio, coisa que até hoje não sei se aconteceu no dia 1, mas com certeza tinha muito mais gente do que no dia anterior.

Se no dia anterior só vimos camisetas do FF, nesse dia vimos algumas do Arctic Monkeys, o que foi legal.

Massacre

Essa banda comandada por um vocalista gordinho que rebolava enquanto andava pelo palco tocou um rock até que legal, apesar de que eu achei eles muito revolucionários pro meu gosto. Falaram de política, o vocalista cantou com uma boneca na mão e um capacete na cabeça…. Mas de modo geral, assim como o Jauria, não foi de todo ruim. (Acho que grande parte da vantagem estava no fato de eu nem tentar entender o que eles estavam falando e cantando, o que não aconteceria aqui)

Depois o cara da rádio vorterix (que eu disse no outro post que era famosinho) anunciou as próximas bandas e disse que choveria no show do Arctic Monkeys. (E eu tinha avisado minha mãe que ia chover, tanto que levamos as capas)

Cage The Elephant

O Matt Shultz (vocalista) é um doidão e dá um show à parte! hahahahah Com certeza foi um dos pontos altos do Quilmes, depois de Foo Fighters!

Super animado, ele agitou a galera, cantou muito, gritou, deixou o cara do cabo do microfone desesperado porque ficava correndo e pulando de um lado pro outro (ideia de girico colocar fio em microfone de show de rock, hein?) eeeeeeeeeee o mais legal PULOU NA GALERA (ok, eu sei que eu falo isso porque não foi em cima de mim que ele caiu…. hahha)!
Não satisfeito em pular uma vez, pulou duas vezes, andou (de pé mesmo), engatinhou, nadou a galera toda! Ainda na 1ª vez ele voltou e ficou cantando abaixado encostado em um dos fotógrafos que estavam lá na frente, foi tão engraçado e fofo ao mesmo tempo… E o fotógrafo meio desesperado pedindo pra alguém tirar uma foto desse momento.

Se eu não falar que Shake Me Down foi a mais legal, não sou eu, né? ❤ Mas In One Ear e Ain’t No Rest For The Wicked foram demais.
Pena que foi um show curtinho, porque aposto que o Matt ia se jogar mais umas 2x se fosse mais longo! hahahah

Agora, uma dúvida: Eu não toco guitarra, e nem sei se o Brad Shultz é doidão que nem o irmão, mas por que motivos ele pendura a guitarra tão pra cima??????

Joan Fucking Jett (de novo)

Eu não sabia que a dinossaura do rock ia tocar nos dois dias, e foi mais uma vez bem legal. A diferença do show anterior foi que ela estava de calça vermelha não tocou Bad Reputation nesse. (Tà de brincadeira essa Joan, viu?)
De resto, foi igualzinho praticamente.

Daí no intervalinho os “prevencións” resolveram lanchar, e tiraram de uma mochila um saco cheio de pães e bandejas de presunto, mortaNdela e queijo (!!). Achei tão peculiar.

TV On The Radio

Para início de conversa eu não entendo o motivo que leva esses críticos a babarem ovo dizer sempre “anote essa banda que vai bombar, TV On The Radio, assista os shows deles”, porque de verdade eu não vi nada demais. Foi um show muitíssimo chato.

Eles entraram e logo de cara, quando começou eu já odiei porque o vocalista deu um puta berro agudo que com a ajuda do som desregulado e alto ficou muito irritante, a ponto de eu colocar a mão no ouvido. E isso me fez nem tentar curtir o show.

Os caras não animam, as músicas não eram conhecidas pelo público, tinha muita coisa acontecendo no palco ao mesmo tempo, vi poucas pessoas cantando e pulando, sequer prestando atenção. Eu até sei que é foda fazer abertura para bandas como Arctic Monkeys e Foo Fighters, mas se tivesse colocado o Cage, eles teriam arrasado. E ainda por cima começou a garoar no meio do show. Nem Deus tava curtindo…

Arctic Monkeys

Antes de tudo eu tenho que falar que o Alex é muito estiloso. James Dean com Elvis e sei lá mais o quê o tornam um artista que se destaca no palco com muita presença e desenvoltura. =]

Antes do show Arctic Monkeys era uma banda legalzinha, mas só. Depois do show passei realmente a curtir os caras. Galera cantou muito, apesar de que não era um coro tão alto quando o do FF, claro. Entretanto, achei o show curto, porém muito bom.

E daí eu tava tirando fotos deles e o prevención me falou alguma coisa que eu não entendi nada, mas que era pra eu não tirar fotos porque tava atrapalhando os de trás, como se eu tivesse dando a mínima, porque vamos aos fatos:

1- Eu não viajei 2203km pra ver os shows para um prevención vir me dizer que estou atrapalhando os de trás, sendo que tinha muita gente com máquina na minha frente (no gomo da frente).

2- Eu tinha acabado de levantar a máquina, nem tinha tirado fotos ainda.

3- Ele acha que alguém consegue ficar lá com a mão pra cima por quanto tempo até o sangue parar de circular nos dedos, ainda mais na chuva fria?

Se liga, né?

Eu ia ficar lá o tempo que eu quisesse, mas para a sorte dele a chuva recomeçou MUITO FORTE e eu guardei. Mas quando eu digo forte, era forte MESMO, com raios e trovões. E água pra caramba. Nunca tinha tomado tanta chuva assim na cabeça. Para se ter ideia, eu abaixei a cabeça e fazia um fio de água do meu nariz até o chão. Para a minha sorte, tinha um menino bem atrás de mim que tava certinho protegendo minhas costas, o que me fez tremer menos (porque além da chuva tinha vento, ainda mais na grade, sem ninguém de barreira). Depois esse mesmo menino conseguiu ficar do meu lado quando duas meninas saíram, e um outro menino ficou bem no lugar dele, com a mão apoiada no meu ombro, daí eu me mexia, ele tirava, eu segurava a mão dele, pra ele ver que não tinha problema, daí ele colocava de volta…. hhauahuahuhu maior zona. (Era mulher, homem, tudo se encostando pra tentar diminuir o frio e tentar se segurar)
Casaco tava tão molhado que nem ia adiantar nada… E a capa de chuva tava dentro da bolsa da minha mãe, mas não tinha espaço pra pegar e colocar, por isso ficamos nessa situação.

Daí minha mãe ficou preocupada com os passaportes e falou que ia sair. E como a chuva não deu trégua, principalmente do meio para o final, eu, prestem atenção quando foi que eu cometi o maior erro da minha vida, entreguei pra ela a câmera, junto com a bateria extra e o chip com as fotos do FF do dia 1. Eu tava preocupada que ela não fosse ver a caixinha, mas ela pegou tudo e foi (porque eu estava com medo de molhar). E mais uma vez eu fiquei lá no meio dos argentinos, sozinha.

O show acabou e os mongos do FF atrasaram muito para entrar, tipo, uns 40 minutos, e enquanto os argentinos berravam coisas tipo “Foo Fighters vai para puta que te parió” (porque além da chuva e do frio, tinha o atraso), eu vi parte do teto do palco arrebentar e cair uma quantidade absurda de água no meio do mesmo.
Até fiquei preocupada com a bateria do Taylor, que já estava descoberta. Mas acho que quase ninguém mais reparou nesse acontecimento.

Entre os gritos para o FF, começaram a gritar também para o carinha da vorterix, pq ele estava lá dentro da casinha, protegido, então ele pegou, saiu e gritou algo do tipo “viu? eu também fico na chuva” e entrou rapidinho de novo. Bem espertinho, ele.

Enquanto os FF não entravam os prevencións iam tirando as pessoas que passavam mal, e uma hora tiraram 2 meninos do meu gomo e um deles pegou e pulou pro próximo, acertando a cabeça da menina que estava lá, e o outro, tentou pular também, mas os prevencións conseguiram pegar, ele meio que “lutou” com eles, daí um prevención gigante saiu correndo atrás dele e conseguiu pegar e colocar ele pra fora. Tinha muita gente tentando ir pra frente dessa maneira. Mas poucos conseguiram.

Foo Fighters (Mais uma vez)

A chuva deu uma trégua, quase parando. De onde eu estava, além do palco, eu via uma grande nuvem de fumaça branca lá na frente. Era a água evaporando do corpo das pessoas.
De repente, acenderam as luzes do estádio, aquelas grandonas e brancas. Pensei que fosse somente enquanto eles não entravam, mas do nada eles entraram, e, assim como no Chile, com All My Life.

Já continuaram com Times Like These (que normalmente fica para o final), Rope e The Pretender.
Basicamente o Dave disse as mesmas coisas que ele disse no outro show. Sobre a demora de visitar o país, sobre o quanto éramos “fucking awesome”, e disse também que por conta da chuva, e da demora, teríamos uma surpresa, que eles cantariam músicas que não costumam cantar.
(Por falar em cantar, dessa vez os hermanos estavam cantando menos a música do “soy foo fighters, és un sientimento”, o que me deixou feliz)
Mas daí eles seguiram com My Hero e Learn To Fly, o que me fez pensar que talvez o Dave tivesse ficando bem louco, porque essas músicas fazem parte de todos os shows, continuaram com White Limo, Arlandria e Breakout, o que me garantiu que ele é doido demais (como se eu já não soubesse).

E então veio a hora de apresentar a banda. Como de costume, “Chris Shiflett plays the guitar” e faz um solinho, “Nate Mendel plays bass in the FF”, “Robbie Jeffie plays piano and keyboards in the FF”, “Pat Smear plays the guitar in the FF”, e dessa vez a introdução para o Tay foi engraçada: “Last but not least, the greatest musician in the FF, the backbone on the band, the rock, the solid, the issue, THE MOMMY, Taylor Hawkins plays drums in the FF”, enquanto a platéia já gritava o nome dele loucamente.
Taylor faz um solo e o Dave diz que toda música tem solo de bateria, que sempre tem solo de bateria e  pergunta se querem um solo extra de bateria, que óbvio, é pedido.
Então Taylor começa a falar que não podem ficar fazendo isso, porque senão o FF vai pensar que é a melhor banda do mundo e faz aqueles “ê ô” de sempre e depois ele anuncia o Dave “you know, we are here tonight because of my best pal, the greatest musician on earth, Dave Grohl”, e a galera começa a gritar “solo, solo, solo, solo”, então ele faz um solo de guitarra. Mas em seguida começa a dizer “i`m a drummer, i`m a drummer” -> SÓ PRA CAUSAR, NÉ, DAVE? Pq daí, a platéia continuou gritando “solo, solo, solo, solo”, só que dessa vez foi por um solo de bateria, e mesmo tentando impor “não”, rindo, falando “maybe later” e fazendo sinal de “corta” com as mãos, a galera continuou pedindo, até que ele solta um “fuck” e vai para a bateria, enquanto  Taylor diz que a noite deveria ser muito especial. Para matar qualquer fã do coração.
E tocam Cold Day In The Sun.

Em seguida, Long Road To Ruin, Big Me, Stacked Actors/Feel Good Hit Of The Summer (com o duelo de guitarras entre Dave e Chris, claro), Walk, e, de repente tocaram Generator, Monkey Wrench e Hey! Jonnhy Park (sim, aqui eu comecei a ver que o Dave não tinha mentido, eles realmente estavam tocando músicas que não costumam tocar nos shows).

E agora vem o momento que eu, Mônica, achei o mais foda do show inteiro (empatando com Dave na bateria, claro), o mais honesto, o mais bonito, com a música mais perfeita:

Dave começou a fazer um discurso com a introdução de These Days, bem esclarecedor por sinal, sobre o que tinha acontecido essa noite. Com a forte chuva, o teto cedeu e molhou o palco, fora isso, as luzes se danificaram, então por isso acenderam as luzes brancas do estádio, o que ele disse que gostou, porque ele conseguia ver a platéia de fato. E que ele gostou da chuva, das luzes quebradas, das luzes brancas, pois isso fez o show ser único e diferente dos outros em que tudo é perfeito. E que foi um dos melhores shows que eles já fizeram (“Sometimes the shows where everything gets fucked up, are the best fucking shows we’ve ever had”), e que não sabia pq tinham demorado tanto para ir à Argentina, porque foi o melhor público que eles já tiveram. E que ele quer que sempre seja assim (claro né, não era ele que tava tremendo na chuva), que dê tudo errado, como tinha dado, principalmente na próxima vez, quando eles voltarem. ❤
(E depois a galera gritando “Foo Fighters, Foo Fighters, Foo Fighters” e ele: “I agree”) 

Depois vieram This Is A Call, In The Flesh? (Pink Floyd cover) e Best Of You.

Após o intervalo, eles tocaram Enough Space e For All The Cows, para os fãs antigos da banda, e seguiram com a ótima Dear Rosemary, até que o Dave chamou a Joan Jett para tocar Bad Reputation com eles, dizendo que músicos inspiram músicos, pois é assim que a música funciona. E que ela inspirou eles, e sem ela provavelmente o FF não existiria. Só lembro dela respondendo que queria chorar de felicidade.

E para encerrar, a clássica Everlong.

Mais uma vez eu digo que os hermanos são super animados, cantaram todas as músicas (menos a menina do meu lado que não cantou nada, só tava lá por causa do namorado), pularam, gritaram, e  fizeram um show histórico. Porque esse realmente foi. 

E o Foo Fighters se doou como eu nunca tinha visto antes, para compensar a chuva, o atraso e as luzes quebradas. Foi meio visceral pra quem estava ali esperando. E eles retribuíram à altura. Foi maravilhoso. As músicas foram excelentes, Dave na bateria, discurso, tudo. Foi perfeito. Apesar de todos os pesares. Com certeza eu vou lembrar pra sempre desse dia.

Encontrei minha mãe que devia estar com algum problema, porque ela, que saiu andando e mudou de lugar, ficou parada e me deixou procurando ela no frio, sendo que eu nem tinha ideia de onde ela tava. ¬¬
Perguntei do chip e ela disse que não sabia que chip que eu estava falando e eu achei que ela tava tirando uma bem grande com a minha cara e ignorei. -> É, pois é.
Mais uma vez, foi um parto achar um táxi vazio e camelamos demais, mas conseguimos achar um vazio e eu dormi feito uma pedra.

Em breve: Lollapalooza Brasil.

Ps.: Depois eu conto dessas fotos que eu tenho do FF…. me fizeram chorar.

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