Lollapalooza 2012 – Foo Fighters

(Monólogo que passa dentro da minha cabeça: Mônica Nadal, você não tem vergonha nessa sua cara? Já se passaram 3 meses do show aqui do Brasil e você ainda não fez o post! Vai se arrepender depois que esquecer os detalhes! Posta logo! Você tá segurando um monte de post só porque está enrolando esse…. OK OK OK, vamos lá)

O show inteiro você confere aqui.

Como eu já tinha assistido 2 shows do Foo Fighters, 2 da Joan Jett, 1 do Cage The Elephant, 1 do Band Of Horses e infelizmente 1 do TV On The Radio, nenhuma atração nacional me chamou a atenção, não fiz questão de chegar muito cedo. Então saí aqui de casa eram 14:30 mais ou menos.
Estava eu lá na fila lindamente esperando toda a desorganização que estava (no Quilmes pelo menos tinha uma fila, que começava lá na puta que pariu, mas tinha uma. Aqui tava uma zona e nem os carinhas que deveriam ajudar sabiam de verdade.) e resolvi ligar para a D. Stella, que me disse que estava no portão 6 e que ia demorar até chegar onde eu tava, e que me ligava quando entrasse, então qual não foi a minha surpresa que quando eu estou entrando, depois de toda a fila, eu a vejo entrando também??? 😀
Se a gente combinasse não dava tão certo.

Tava bem cheio já, mas não tava nem de perto lotado, por enquanto. Decidimos ficar quietas esperando o show  já perto do palco do FF, porque depois ia ser uma loucura. Conseguimos achar um cercadinho perto do mastro gigante, que na verdade estava cercando uns buracos pra ninguém cair dentro. Ok. Agora era só esperar.

Pro nosso azar O Rappa estava começando a tocar quando a gente chegou nesse lugar (aliás, texto bem legal falando do Rappa). Não, eu não gosto. Se você gosta, eu sinto muito. O legal foi que a gente usou um pouco desse tempo pra testar as câmeras e pra conversar e matar a saudade. Ah! E também fiquei rindo daquelas pessoas que estavam bem no local onde o Marcelo se jogou… hahahhahaa

Bom, se eu disse que lá na Argentina tinha muita gente fumando maconha, aqui não poderia ser diferente, e tinha um grupo de pentelhos que resolveu fumar bem do nosso lado. Yey! Só que não. Quer fumar, fuma, cheira, cola adesivo na testa, come, bebe com farinha, enfia, injeta, se fode, mas não precisa fazer isso no meu nariz, porra!
Enfim…

A Heineken jogou umas bolas verdes na galera e uma transparente com um cara dentro, foi legal. Fora isso tinham vendedores com mochilas, o que eu achei muito legal, porque eles tinham uma bandeirinha que dava pra ver de longe.

Depois veio o TV On The Radio, a Sté tava animada com 1 música e eu já fui avisando ela do quanto era chaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaato³²³²³³²³² o show deles, e ela continuou insistindo que essa música era legal, e que ia ser legal e tal (sempre discutindo comigo essa menina, viu…. tsc tsc tsc). Acontece que não deu 5 minutos de show, e ela já estava reclamando. HAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAH
Ela nunca acredita em mim. HHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH
E nem mesmo aquela música que ela disse foi legal…
Mais uma vez a banda fez um show chatinho, animados eles estavam, já o públicooooozzzzzzzzzzzzzzz…
Nem vi se as pessoas estavam curtindo, porque eu tava sentada de costas pro palco, mas em volta não tinham muitas pessoas curtindo não… Mas eu subi na cerquinha e olhei pra trás e já tava muito³² lotado.

Esperamos mais um pouco (Pavilhão 9 tava tocando em outro palco desde sei lá que horas, eu sei que eles não paravam! Foram acabar quase no meio do show do FF, eu acho… eu só lembro de olhar pra trás e ver aquele “PAVILHÃO 9” gigante escrito lá toda hora…. hahahahhaahha) e eu subia na cerquinha e via um mar cada vez maior de gente (mentira, eu nem conseguia mais ver o fim).

Então eles entraram, já tocando uma introduçãozinha para que o Dave pudesse correr pra lá e pra cá, e ver a quantidade de pessoas que estavam lá. (75 mil. É.)
Depois já engataram All My Life (eu disse pra Sté que ia começar com essa, mas ela queria Bridge Burning, como no 1º dia do Quilmes), e o Dave soltou um “You wanna fucking dance? Let`s dance!” (te lembrou alguma coisa essa frase? Deus salve o Google tradutor! hahahhahaha). E seguiram com Times Like These.
Em seguida tocaram Rope, que além de ter sida cantada loucamente pelo público, teve aqueles “ôôôô ôôô ôôô” acompanhando as guitarras. O que foi demais, apesar que foi mais o pessoal que estava lá na frente.

Logo após veio The Pretender, que veio junto com um grito do Dave, que muito provavelmente só Jesus sabe o que ele disse (algo como “Come let`s fucking jaijsaijdfufhud”) e vários outros gritos de “Come on, let´s sing”, “Sing out loud”, “Sing with me!” e etc, que ele grita durante o show inteiro.

Depois veio a pergunta “Who want`s to sing a FF song? It`s called My Hero“. Que é quando o Dave deixa a galera cantar sozinha “there goes my hero, watch him as he goes”, que sempre fica lindo. Foi também nesse momento que ele pegou a 1ª bandeira do Brasil (no lugar do “Ordem e Progresso” estava escrito FF ou FFBR), que eu não tenho certeza agora, mas acho que essa caiu era da Karry, do FFBR. (Na época, eu sabia, mas já esqueci…. Se vc sabe, me corrija, por favor! Eu sei que a que ele levou no final do show era do amigo dela,o Astor.)
No fim, o Dave tentou participar do concurso camiseta molhada ~seduziu geral~ jogando água nele mesmo e começou com aqueles gritos “heeeeeeeeeeey” para dizer que eles eram o FF, que era a 1ª vez em SP e que eles iam tocar quantas músicas eles pudessem tocar.

– Hi, I`m Dave, and we`re the FF. Nice to meet you. We have never played in this fucking city before. It`s the first time for São Paulo. First time for São Paulo.
You know, we`ve been in a band for a looooooong fucking time. We got a looooot of fucking songs. How many songs do you wanna fucking hear? How many songs do you think we should play tonight? One hour? One hour and a half. One hour and a half!
– Noooooooo
– Two hours. We should play for two hours.
– Nooooooooo
– MORE?
– Two hours and five minutes?
– Nooooooo
– Two hours and ten minutes?
– Nooooooo
– I have an ideia! Let`s fucking play until they tell us that we can`t fucking play anymore, hã? How about that? Is that alright? Are you ready?  Are you ready? Come on team!

E continuaram com Learn To Fly e depois White Limo. Já seguida de Arlandria, e os “heys” da platéia intercalados com os riffs do Dave.

E “for all of the old FF fans” veio Breakout (achei que foi uma das mais cantadas, mais até que Learn To Fly, por exemplo), seguida por um tímido “Obrigado” do Dave. E veio a tradicional baderna apresentação da banda.
E só ouvi o Taylor no final falando “Dave, come up to play drums”, a galera nem precisou chorar! hahahahahhaa

E seguiu com Cold Day In The Sun com o Taylor nos vocais. E Long Road To Ruin, e Big Me.
Então começa Stacked Actors com Feel Good Hit Of The Summer (do Queens Of The Stone Age) com direito ao duelo de guitarras entre ele e o Chris e direito também à uma gaita! Logo veio Walk, GeneratorMonkey Wrench e Hey! Jonnhy Park, assim como na Argentina.
Depois vieram This Is A CallIn The Flesh? (Pink Floyd cover cantada pelo Taylor) e Best Of You, com direito a flash mob que os deixaram impressionados e tudo.

Assim como no Chile, durante o intervalo eles ficaram brincando sobre quantas músicas iam tocar e o Taylor saiu de herói mais uma vez…. hahahhhaa

Após o intervalo, eles tocaram Enough Space (com direito a arroto no microfone durante a música) e For All The Cows, e seguiram com a ótima Dear Rosemary, até que o Dave começou um discurso sobre como o Jane`s Addction era importante pra eles, sobre o baterista, falou do Perry Farrel ter criado o Lollapalooza e tal, e todo mundo começou a achar que talvez ele chamasse ele ao invés da Joan, mas ele chamou a Joan Jett para tocar Bad Reputation com eles, mas daí acabou e eles começaram a tocar I Love Rock N` Roll com ela!! Demais!

E pra terminar, ele disse que sentia muito por ter demorado tanto pra vir pro Brasil, mas que isso não vai mais acontecer, e vem Everlong (e eu sabia que tinha acabado a saga FF =[ ).

E na saída tinha churrasquinho de gato, e extorsão de dinheiro com refrigerante custando R$4 ou R$5. Foi engraçado que eu parei num carinha, e daí eu falei “QUATRO REAIS? É RESTAURANTE?” e ele apontou pro outro e disse “Lá é R$5” hahahahahahahahahhahhahaha

Notas pessoais:

– Quando eu disse que a Sté queria começar com Bridge Burning (que eles nem tocaram) e eu achava que seria All My Life, como de fato foi, é porque eles seguiram o setlist do 2º dia do Quilmes, porque deu muitíssimo certa a mudança grande de um dia para o outro lá com os hermanos e comigo. Animou demais o público, que não parava de cantar. Intercalou hits antigos e novos, agradando à todos. Não tinha muito o que errar. Hits que antes não estavam nos shows voltaram com tudo, para alegria dos fãs mais antigos, como o próprio Dave disse no dia 2 lá em BsAs.
– Senti falta aqui no BR de These Days (Como que eles deixam essa de fora??????? Foi o último single!), Wheels, Bridge Burning, I should Have Known e Let It Die, isso das que costumam ser tocadas.
– Em comparação com os shows da Argentina, tenho que fazer alguns comentários:
– O som de lá tava uma merda. Se você que foi aqui não gostou, ia odiar o de lá. Tava realmente muito ruim.
– O Dave tava cantando um pouco melhor aqui, realmente.
– Assim como no 2º show, o Dave tocou bateria no BR, o que foi bem legal!
– O flash mob daqui do BR foi super legal realmente, eles ficaram muito emocionados (fontes internas disseram que eles não entenderam de 1ª, pq acharam que era diminuição de “whore”, mas depois que eles sacaram o que realmente era, eles amaram de verdade, pois nunca tinham feito isso antes pra eles, e dava pra ver o Dave emocionado mesmo, eu lembro de ver no telão as caras do Chris e do Taylor impressionados. (E o Nate é meio cego não tava entendendo nada, e o Pat explicou pra ele)). Mas só pra nota de rodapé, achei que teria dado mais certo ainda se tivessem divulgado bem antes, e se tinha patrocínio da Trident (eu vi que tinha o logo deles nas plaquinhas), tinham que ter distribuído muito mais plaquinhas. Mas foi bonito.
– Na hora eu achei que os argentinos cantaram mais do que o pessoal daqui, mas é porque o povo que tava em volta de mim não tava cantando tanto, eu acho… Porque quando eu vi os vídeos, achei que foi o contrário. 🙂
Apesar de que em hits mais antigos como Generator, Hey Johnny Park! e Monkey Wrench os argentinos mandaram melhor.
– Joan Jett tocando 2 músicas??? WTF? ESPECIAL DEMAIS! Quase que cobre a falta de These Days. Quase.

O grande problema dessas comparações de shows é que o 2º dia lá fora foi muito visceral, deu muita merda. Luzes quebradas, teto desabando, palco molhado, chuva intensa, luzes do estádio acesas.
Foi surreal esse show.
E por isso fica difícil comparar, porque eles retribuíram à altura, eles tentaram amenizar isso tudo pros fãs e fazer valer cada gota de chuva no frio (músicas antigas, Dave na bateria…). Fodástico, já disse. E foi por isso que o setlist no Brasil foi do jeito que foi, porque deu muito certo lá.
Então, por favor, não me perguntem mais qual foi melhor, porque foram momentos muito distintos, apesar dos shows terem sido parecidos. E EU NÃO CONSIGO ESCOLHER UM. Obrigada.

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