Combo: Austenlândia – Shannon Hale

Começo o post dizendo que se vai tocar no sagrado legado de Jane Austen, é melhor que o faça direito. Quando se invoca algo ou alguém do nível de dona Austen, as expectativas são jogadas lá pro alto e isso normalmente é algo muito ruim, pois raramente se consegue um resultado que supere o esperado, já que os livros dela, além de consagrados, são muito favoritados.

Livro  (Shannon Hale)

austenlandia_1Sinopse: Jane Hayes tem 33 anos e mora na Nova York atual. Bonita, inteligente e com um bom emprego, ela guarda um segredo constrangedor: é verdadeiramente obcecada pelo Sr. Darcy. Embora sonhe com ele, os homens reais com os quais se depara são muito diferentes dos que habitam sua fantasia. Justamente por isso, ela decide deixar de lado sua vida amorosa e aceitar seu destino: noites solitárias aconchegada no sofá assistindo a Colin Firth em seu DVD. Porém, esses não são os planos que sua rica e velha tia-avó Carolyn, tem para a moça. A única a descobrir o segredo de Jane deixa, em seu testamento, férias pagas para a sobrinha-neta na Austenlândia. A ideia é que Jane tenha uma legítima experiência como uma dama no início do século XX e consiga se livrar de uma vez por todas de sua obsessão. Contudo, para isso, ela terá que abrir mão do celular, da internet e até do uso de sutiãs em troca de tardes de leitura, espartilhos e… a companhia de belos cavalheiros.

Pitaco: Quando fiquei sabendo do lançamento de Austenlândia aqui no Brasil, fiquei extremamente empolgada, pois a ideia da história é sensacional. Poder vivenciar alguns dias como se estivesse no cenário de Orgulho e Preconceito, com direito ao amado Sr.Darcy, passeios ao ar livre, bailes, e ainda por cima na Inglaterra, como não amar?

Mas o que era pra ser algo super legal virou uma coisa sem graça e até meio chata. Pelo menos pra mim, que li até o meio com o pensamento “mas será que nunca vai melhorar? Que coisa mais insossa”. Primeiramente porque acredito que foi tudo muito forçado. Ok, ir para um lugar que imita a vida da regência não é lá a coisa mais normal do planeta, e esperar naturalidade é culpa minha, mas achei que tudo foi muito certo e careta demais, enfim, quando eu finalmente me empolguei, um pouco depois da metade, queria que a autora tivesse desenvolvido mais, explicado mais as coisas, dado mais detalhes, pois finalmente estava ficando interessante. Penso que se ela tivesse gasto tempo explicando a segunda metade do livro, ao invés da primeira parte, teria conseguido um resultado beeeeem melhor, pois é quando tudo fica realmente bom.
Em alguns momentos achei muito confuso, algumas partes perdidas e um pouco rasas. A autora também poderia ter se esforçado mais em construir suas personagens, que ficaram sem profundidade nenhuma. Não sabemos quase nada sobre elas, o que não me conectou com nenhuma delas e quanto mais lia, mais acreditava que a Jane é totalmente boba, sem nada muito especial, e um pouco louca, pois ela viaja na maionese em alguns momentos, principalmente quando é contado sobre os namorados que ela já teve, ou o que na definição dela devem ser namorados.

Existem diversas citações de livros de Jane Austen, o que agrega alguma coisa à leitura em alguns momentos, mas em outras é totalmente sem necessidade, parecia apenas que a autora estava de gabando de ter decorado os livros.
O narrador é em terceira pessoa e a capa até que é bonitinha. 🙂
Reparei em alguns erros de revisão. Pequenos e poucos, mas existentes. O livro não é muito grande e a leitura é rápida, dá pra ler em um dia ou dois.

O que eu achei estranho foi o fato de que o livro vai ter continuação, o que pra mim é desnecessário, uma vez que eu achei o final bem redondinho. Um pouco louco, mas fofo.
De maneira geral penso que a autora poderia ter desenvolvido a história de uma maneira muito melhor, pois potencial o livro tinha. E não sei o motivo, mas me lembrou em alguns momentos o excelente Perdida, da Carina Rissi.

“- E se eu não fizer você se sentir a mulher mais bonita do mundo todos os dias da sua vida, então não mereço estar perto de você.”

Pequeno spoiler: Comecei o livro dizendo que sim, que gostaria muito de ir a um lugar desses, mas terminei entendendo que não é tão legal assim, que as desvantagens são maiores do que as vantagens e que os lugares dos livros devem permanecer apenas nas páginas. Se você se apaixona por um ator desses, e ele não corresponde, o que você faz??? Sofre? E quem é que quer ir pra um lugar desses só pra depois ficar apaixonada por alguém que não existe? – FIM DO SPOILER

Skoob

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Filme

Sinopse

Com mais de 30 anos de idade, Jane Hayes (Keri Russell) não consegue encontrar um namorado, porque nenhum homem lhe parece à altura de seu grande ídolo: o Sr. Darcy, personagem criado por Jane Austen no romance Orgulho e Preconceito. Um dia, ela decide gastar todas as suas economias e voar ao Reino Unido, onde existe um resort especializado em acolher as mulheres apaixonadas pelas histórias de Austen. Lá, ela descobre que o homem do seus sonhos pode se tornar uma realidade.

Trailer

Pitaco da Mô

Se eu achei que o livro foi meio apressado, o filme então, foi corrido. Honestamente, não gostei. Achei que seria uma produção séria, mas parece uma grande piada do começo ao fim, começando pelas atuações fracas e extremamente forçadas. O fato dos atores não serem tão lindos como foram descritos no livro, me desapontou um pouco, mas nada absurdo como o novo comportamento de alguns personagens. Coronel Andrews, Lady Charming, George East, e o próprio Martin, possuem muito mais noção no livro, fiquei até um pouco assustada. Coronel Andrews no livro, por exemplo, é um cavalheiro puxa-saco, ok, mas no filme ele virou um babaca abestalhado. Era pra ter graça? Não teve.

austelandExistem algumas diferenças significativas de enredo, é claro, algumas adaptações, que não alteram muita coisa, mas o final eu não gostei deles terem mexido. A cena do avião ia ser muito mais legal, foi uma das partes que eu adorei no livro.
O filme está bem fiel, com exceção dessas pequenas mudanças.

O ator que faz o Mr. Nobley (JJ Feild) é um fofo e eu achei que se encaixou muito bem no papel, assim como Keri Russell no papel de Jane.

Eu realmente assisti o filme com a esperança de que eles tivessem se mantido fiéis à história, corrigindo as chatices do livro, mas não foi o que aconteceu. Culpa minha por esperar alguma mudança de fato? Talvez. Culpa dos roteiristas que não souberam aproveitar a chance de fazer um filme leve, divertido e apaixonante? Com certeza.  O final é fofo, mas aguentar até o final é um tormento. Me peguei pensando várias vezes se eles iriam melhorar a história ou quando a noção ia chegar.
Acho que a palavra que define o filme pra mim, que li o livro antes e sabia o que esperar, é: decepcionante.
Talvez quem não leu o livro ache o filme melhor, mas não sei até que ponto também.

Um pena, pois tinha tudo para ser uma graça de filme, principalmente pelo trailer, pelos posteres, pelos atores principais, pela época em que se passa e por invocar algo tão forte, como Jane Austen… :/

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