Combo: A Culpa É Das Estrelas – John Green

Não que eu não estivesse com curiosidade ou vontade de ler o livro quando foi lançado e virou essa febre, mas sabe quando você tem preguiça de algo que todos gostam, pq tem medo que seja algo super valorizado demais? Então, foi por isso que demorei tanto pra ler. E, honestamente, nem teria lido ainda se o filme não tivesse saído, pois só li pq comprei, meio por impulso, os ingressos pra assistir o filme na estréia. Fui comprar Malévola, não tinha horário bom, apareceu esse na tela, acabei comprando pro dia 05/06 mesmo, e como ler antes de ver o filme é sempre melhor, li em 2 dias.

Livro  (John Green)

a_culpa_e_das_estrelasSinopse: A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um grupo de apoio para crianças com câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer – a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas.

Pitaco: Ler um livro em que a personagem principal tem câncer normalmente é pra baixo e maçante, mas não é o caso.  Hazel Grace é uma menina com câncer que não fica enrolando ou fazendo firulas para contar sobre como é ser uma paciente terminal. Logo de cara já gostei disso, pois não tenho paciência para quem se faz de vítima, nem em livros. Ela é honesta, e por mais que sofra com tudo que esteja passando, não fica usando isso como escudo para não fazer mais nada.
Então ela conhece Augustus, que consegue ser ainda mais pra cima do que ela, mais alegre, mais espirituoso e mais tranquilo. E, quando eles percebem a semelhança de suas vidas, a amizade começa, e vira de ponta cabeça por causa de um livro. Um livro chamado Uma Aflição Imperial, que vira um marco na história dos dois e o culpado por muitas coisas que seguem adiante.

Não é uma história sobre a doença em si, é sobre o amor, sobre a família, sobre a vida, sobre viver a vida, sobre a amizade, sobre livros, sobre sonhos e desejos. É sobre realizar alguns desejos e se frustrar com outros, é sobre aprender a amar e aprender a viver. Apesar de momentos muito tristes, tem momentos muito fofos e engraçados, e honestamente, tem horas que o câncer vira apenas um mero detalhe. 

Confesso que em alguns momentos a história faz chorar emociona, mas, pra minha surpresa, não foram nos momentos mais “pesados” e sim em momentos mais delicados, em uma fala, em um gesto, em um sorriso.

Achei a leitura deliciosa, de uma maneira que flui tranquilamente. John Green tem uma escrita muito gostosa, que quando você percebe já leu metade do livro e ainda tem vontade de ler a outra parte. O jeito honesto dos dois, sem rodeios e dramas excessivos, te faz querer ser amigo deles, e fazer parte da história.
Em alguns momentos achei algumas reações exageradas, como as questões não respondidas do livro Uma Aflição Imperial, e a paranoia que a Hazel tem em obter respostas, mas entendo o motivo dela as querer tanto. Só achei que em alguns momentos tomou muita importância.
Outro ponto que acredito que deva ser falado é que o livro é todo muito bem amarrado, redondinho, mas correu um pouco no final, que poderia, na minha opinião, ser um pouco mais explicado, mais longo. No início ele é super explicativo, mas parece que o autor começou a escrever loucamente o final e ficou um pouco confuso. Mas nada que tire o mérito de ninguém.

Eu li em epub, mas eu acho a capa uma graça.

De maneira geral, é um livro muito sensível e honesto, e eu realmente gostei e me encantei com a história, ok? Ok.

“- Você sabe que tentar me manter a distância não vai diminuir o que eu sinto por você. – ele disse.”

Skoob

Onde comprar

Filme

Sinopse

Diagnosticada com câncer, a adolescente Hazel Grace Lancaster (Shailene Woodley) se mantém viva graças a uma droga experimental. Após passar anos lutando com a doença, ela é forçada pelos pais a participar de um grupo de apoio cristão. Lá, conhece Augustus Waters (Ansel Elgort), um rapaz que também sofre com câncer. Os dois possuem visões muito diferentes de suas doenças: Hazel preocupa-se apenas com a dor que poderá causar aos outros, já Augustus sonha em deixar a sua própria marca no mundo. Apesar das diferenças, eles se apaixonam. Juntos, atravessam os principais conflitos da adolescência e do primeiro amor, enquanto lutam para se manter otimistas e fortes um para o outro.

Trailer

Pitaco da Mô

Começo dizendo que quando eu comprei os ingressos a sala ainda estava bem vazia, então ver uma fila pra entrar e depois a sala completamente lotada me chocou um pouco, porque, como eu não participei dessa febre, não fazia ideia do quanto o filme estava sendo esperado. Fui muito legal ver isso de fora, porque nas últimas vezes eu participava das febres. hahahahaahhahahahaha
Outra coisa legal é que eu ainda estava com a história bem fresca na cabeça, então pude analisar melhor o filme.

Fiel. Essa é a palavra que grita na minha mente quando penso na versão cinematográfica. O filme está muito fiel ao livro. As falas, as cenas, os lugares, os personagens, tudo. Eu sabia quais eram as falas que viriam a seguir, e confesso que ri por antecedência quando alguma coisa engraçada estava por vir. Óbvio que existem algumas adaptações, alguns personagens foram deixados de lado, mas as partes que realmente importam estão lá, e parece tudo tão verdadeiro que eu me sentia assistindo uma cena da vida real, e não um filme, pois os atores se encaixaram magnificamente nos papéis principais, principalmente a Hazel, o Augustus e o Isaac, que poderia até ter aparecido um pouco mais no filme, eu acho. A química entre eles também é sensacional.

poster_a_culpa_e_das_estrelasClaro que sem ler o livro o filme já é bom, mas tem muitas coisinhas, pequenos detalhes, que aqueles que leram puderam perceber mais facilmente e compreender melhor, como o coração de Jesus e o balanço que some, por exemplo.
Eu fiquei com a sensação de que o filme foi feito pensado em todos os fãs do livro, de maneira que eles se sentissem realizados, sentissem que o filme foi pra eles. O que eu achei muito, muito, muito legal.

Saí do cinema com a sensação de ter visto algo muito bom, e, podem me odiar, mas fiquei apaixonada pelo filme, ainda mais do que pelo livro. Achei que tudo foi contado de maneira sutil, com a ajuda de uma trilha sonora muito boa,  interpretações ótimas (menos a do pai da Hazel, achei fraca), e sem apelar pro lado “adolescentes com câncer, temos que fazer a platéia chorar”. Ao contrário do que se pensa, é um filme pra cima, que fez a platéia rir em muitos momentos, mas também conseguiu fazer grande parte do público chorar. Eu tenho certeza que pelo menos 1/3 da sala do cinema estava chorando, e eu sei que minha mãe enxugou os olhos, apesar dela não confessar!! hahaaha Até a Shailene (atriz que faz a Hazel) chorou.
ATENÇÃO, KLEENEX, perdeu uma grande chance de fazer uma ação, distribuindo lencinhos de papel pra galera na saída do cinema. hahahhahaha

5estrelas

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s