Um sorriso de oito graus na escala Richter – Hugo Rodrigues

um_sorriso_de_oito_graus_na_escala_richterSinopseEm um mundo no qual a sensibilidade anda sendo atropelada pela pressa e pela dureza do tempo que nos prensa, Hugo Rodrigues abriu alas, estendeu tapetes, arregaçou os olhos e claro, iluminou as páginas desse livro para que pudéssemos vê-la passar de perto, cheirá-la, senti-la e quase tocá-la em meio à leitura. Ele deu um potente choque em nossos corações que rumavam em direção do tom acinzentado, colocou mais alguns litros de vida e de sangue em nossas veias que viviam ameaçando secar. Hugo Rodrigues conseguiu criar terremotos inteiros feitos apenas do choque entre as sutilezas e aquilo que estava congelado em nosso cimento particular. Ele colocou a lupa bem em cima dos detalhes que andavam invisíveis nas entrelinhas de outros autores e resolveu sair por ai metralhando o mundo com a mais potente das armas: o amor. Um sorriso de oito graus na escala Richter foge do impossível e corre sempre em direção às simples paisagens do cotidiano movido pelas relações interpessoais, mostrando que os mais belos atos sempre estiveram ali, aqui, acolá, esperando ansiosamente para serem vistos por nossas retinas frágeis. É impossível terminar esse livro sem alguns estilhaços cravados bem no meio do seu coração.

Pitaco: Sempre que começo a ler um texto e percebo palavras inseridas com cuidado, um tom mais sutil, um sentimento de carinho e termino com um sorriso no rosto, já sei que Hugo Rodrigues é o autor. Quem acompanha o trabalho do moço, assim como eu, sabe muito bem que ele tem um estilo próprio de escrita, que fascina e encanta e te faz querer ser a protagonista do conto.

Com “Um sorriso de oito graus na escala Richter” não foi diferente. É um livro leve, que conta a tórrida e fugaz história de amor entre Ananda e Gabriel. Duas pessoas tão diferentes, mas tão iguais, que buscavam um café e encontraram o amor. E junto com o amor tudo o que mais pode vir junto: ciúme, medos, anseios, alegrias, esperança e etc.
Um casal, como outro qualquer, que tem que aprender a amar e a respeitar as diferenças entre seus mundos e suas histórias. Um casal que estampa felicidade e é a prova que o amor colore a vida das pessoas e as faz melhores. É um livro sim sobre o casal, mas principalmente sobre o amor.

Em certo momento, Gabriel diz que todo final de livro é feliz, pois o leitor é co-autor e faz sua própria história, com suas interpretações. E, se eu sou co-autora, gostaria de voltar em algumas páginas e apagar alguns acontecimentos, algumas tolices que encontrei no meio do caminho da busca do amor de Ananda e Gabriel. Fins que não justificam os meios e meios que não justificam os fins. Se eu sou também autora, gostaria de poder torná-lo perfeito. Desejar que Ananda fosse menos louca e chata e que Gabriel não fosse tão obediente.
Se eu disse que o Hugo tem uma escrita própria, creio que perdeu a mão pro final, deixando tudo mais comum. Não acredito que tenha sido de propósito, mas senti falta de algum elemento que ele, entre poucos, consegue trazer no meio da leitura. Talvez tenha sido a pressa, pois o livro é contado em tantos detalhes – alguns até mais explícitos do que achei que iria encontrar em um texto de sua autoria – que o final saiu corrido e deixou um gosto muito forte de “quero mais”.
Talvez eu estivesse esperando muito, talvez o livro não seja mesmo as 5 estrelas que pensei ou talvez eu apenas não tenha sido uma boa co-autora. Não sei. Pois assim como o amor, cada um interpreta de uma maneira.

A conclusão? Quem é que já chegou à tal resposta sobre o amor? O amor nos altera, muda nossa visão do mundo, nos faz mais felizes, mais compreensivos, mas também nos adoece, nos cega, nos deixa à deriva. O amor é um sentimento que de tanta explicação, não tem explicação. Ele simplesmente acontece, às vezes na hora errada, às vezes na hora inesperada e nem sempre na hora certa.
É isso que Hugo Rodrigues tenta nos mostrar nesse livro curtinho, de rápida leitura, de capa simples, mas linda e suficiente.

E preciso ser bem chata e honesta ao dizer que faltou MUITA revisão de texto. Encontrei muitos erros de digitação/revisão e também de contexto (afinal, Gabriel é filho único ou não?). Em vários e vários momentos me perguntei se tinham mandado o arquivo certo pra gráfica ou se ninguém tinha realmente percebido os erros. Falta grave pro projeto todo, que ganhou até blog de divulgação na época de lançamento, sendo que o Hugo assinou os livros de quem comprou em pré-venda (o/).

assinatura_hr“Dá cá teus olhos e um cado do coração”

“[…] Até porque eu tenho uma visão seletiva: se gosto de alguém, todas as outras ficam em preto e branco e sem sal. Como se daltonismo não fosse um problema da vista, mas, sim, uma mensagem que o coração manda quando já está ocupado pelas cores de alguém.” ❤

Skoob

Onde comprar

E também acho muito válido todos conhecerem (se é que já não conhecem) o trabalho incrível do HR.
site | facebook | tumblr | blog Entenda Os Homens

Ele também é autor de outro livro chamado “Mulheres, Malditas Maravilhas“, que eu quero muito comprar e ler. 😀

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