Moana: Um Mar de Aventuras

moanaOntem, dia 05/01, chegou aos cinemas brasileiros a nova animação da Disney chamada Moana – Um Mar de Aventuras.
O filme conta a história da garota polinésia Moana, que incentivada pela sua avó, embarca em uma aventura para salvar a sobrevivência da sua tribo, mesmo contra a vontade de seu pai. Para isso ela precisa encontrar o metido semi deus Maui, que é o responsável pela bagunça, e fazer com que ele a ajude nessa missão.

A premissa de salvar o mundo pode não ser tão diferente dos clássicos desenhos da empresa, mas a diferença é que não existem príncipes e princesas, castelos extravagantes e um romance de pano de fundo. E deixa eu te contar uma coisa: nada disso fez falta.
O filme é recheado de ação, de humor, de coragem e de inspiração, sem deixar de lado o combo clássico de amizade, família e lealdade que a Disney sempre reforça brilhantemente. Outro aspecto que me chamou a atenção foi a questão ecológica que é sutilmente abordada na animação e que planta uma sementinha de esperança e consciência nas crianças, mas sem ser piegas.

Moana traz novamente a receita de filmes com canções, diferentemente dos últimos lançamentos como Zootopia e Divertida Mente. Músicas leves e chicletes, mas que dão sentido e certa graça ao filme, como a fofa “Seu Lugar” e a engraçada “De Nada” cantada por Maui. (Durante os créditos podemos ouvir a versão original em inglês “You’re Welcome” interpretada por Dwayne Johnson!)

Eu saí do cinema com a sensação gostosa de que Moana cumpriu seu trabalho ao mostrar, principalmente para  as crianças, que a autoestima e a vontade de fazer acontecer são as coisas mais importantes. Ela é poderosa sem precisar de nenhum super poder ou de ninguém. Me lembrou muito Mulan e Merida (de Valente), outras personagens fortes da Disney que não aceitam “não” como resposta (todas as personagens corajosas começam com M?), e a história em si, esse contato com a natureza, lembra um pouco de Pocahontas.
Já o Maui é super cativante e tenho certeza que vai arrancar várias risadas suas junto com o galo de estimação da Moana.

Ah! Como já está virando tradição em filmes Marvel/Disney, depois dos créditos tem uma pequena cena extra. Não deixe de conferir. 😉

Outro motivo que me fez amar ainda mais o filme foi o curta apresentado antes, chamado Trabalho Interno. Dirigido pelo brasileiro Leonardo Matsuda, mostra a vida de Paul, um trabalhador que segue a mesma rotina todo dia, até que seu coração começa a ansiar por coragem para seguir seus sonhos. Uma graça! Sem dúvida nenhuma já está no meu top 5 de melhores curtas. ❤

trabalho-internoPs.: Assisti em 3D porque não tinha outra opção, mas se puder evitar vai economizar dinheiro, já que não tem nenhum efeito que justifique o 3D.

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15 motivos para ter um Kobo e 3 para não ter

Kobo_Glo

Contei no meu último post a minha saga pra comprar meu Kobo Glo Pink e nesse eu vou dizer o que eu gosto e não gosto nele. No geral eu estou apaixonada por ele e vocês vão entender os motivos. As descrições específicas, o que ele faz, se lava, cozinha e passa, vocês podem ver aqui, eu só vou dizer, o que eu, como usuária, achei. É claro que ele tem muitas outras funções, mas eu citei as que mais me chamaram a atenção.

Pontos positivos:

1- Ele é extremamente leve
Mas muito leve mesmo. É super prático de ficar segurando e não cansa.

2- Ele tem dicionários inclusos
Não sabe o significado de uma certa palavra? Basta clicar na palavra um segundinho e esperar a definição aparecer. Tá lendo um livro em inglês e esqueceu a tradução desse termo? É só traduzir. Simples assim.

3- A luz para leitura (ComfortLight) é realmente boa
Não agride os olhos, dá pra ligar e desligar quando quiser e é bem agradável. De noite eu sempre ligo e quando estou em um local com uma iluminação meia boca. E quem configura a quantidade de luz desejada é você.

4- Prateleiras para organização
Você pode criar suas próprias prateleiras, por exemplo “Já Li”, “Próximos” “Favoritos”, “Meg Cabot” e etc. Fica fácil organizar assim. Os livros ficam por ordem alfabética.

5- Espaço interno gigante
Cabem muitossss livros em vários formatos. O meu preferido é o EPUB por conta da leveza do arquivo.

6- Capas de livros
É possível colocar as capas dos livros, para melhor visualização.

7- Badges
Conforme você vai lendo vai ganhando medalhas de conquistas. É bobinho, mas é legal.

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8- Fontes e tamanhos
É possível escolher as fontes para a leitura e o tamanho da letra.

9- Virar páginas
É possível configurar a maneira de virar páginas, conforme sua preferência e a posição em que está segurando o aparelho. Se for canhoto ou destro também, dá para configurar.

10- Tem várias opções de cores e modelos
Existem várias cores. E O MEU É ROSA! *-*

11- Prático ao extremo
Quando eu viajo pego o meu Kobo e pronto, ali tem livros dos mais variados. Acabou aquela história de ter que ficar escolhendo quais livros levar. Agora eu pego o Kobo e na hora eu escolho o livro que eu estiver no clima de ler.

12- Marcações
É possível marcar a página em que parou.
Gostou de alguma frase? Quer anotar? É só selecionar a frase e marcar, além de ficar marcado na página, tem um lugar onde ficam todas as marcações juntas. O ruim é que nesse lugar onde ficam todas juntas, não fica por ordem, o que seria bem prático.

13- Tem alguns joguinhos
Como por exemplo, Sudoku, pras horas em que cansar de ler.

14- A bateria dura muito tempo mesmo.
É possível ler durante dias sem ter que recarregar o aparelho, através do computador e um cabo usb.

15- Economiza espaço na sua casa
Ao invés de ter vários livros pela sua casa você ganha espaço livre para por outras coisas. Apesar que eu continuo comprando livros físicos, principalmente os meus favoritos.

Pontos negativos:

1- É um pouco lerdo
Principalmente para quem está acostumado com iPad, que tem um tempo de resposta mega rápido, o Kobo parece uma tartaruga. Mas depois de um tempo a gente se acostuma.

2- Seleção de palavras
É bem difícil fazer a seleção de palavras, seja para fazer marcações ou para ver significados. Não sei se é porque meu dedo é gordinho ou se o Kobo que é meio cego mesmo.

3- Costume
Depois de ler no Kobo você nunca mais vai querer ler livros comuns, pois vai achá-los pesados e desconfortáveis na hora de segurar….hahaahah

Combo: As Vantagens de Ser Invisível – Stephen Chbosky

Primeiro eu li o livro, que todo mundo falava mil maravilhas, que era o melhor livro do mundo e alegava ser o livro da vida delas. Não achei tudo isso e explicarei o motivo.
Depois eu vi o filme, esse sim eu gostei, e também direi as razões.

Livro  (Stephen Chbosky)

as_vantagens_de_ser_invisivelSinopse: Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, o livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe – a não ser pelo que ele conta ao amigo nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.
As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir “infinito” ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário.
Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo.

Pitaco: Comecei a ler com a maior boa vontade do mundo, mas terminar o livro foi uma árdua tarefa, pois a narrativa é repetitiva e cansativa. Não sei se é culpa do próprio autor, ou da tradutora, mas as palavras não pareciam ser de um garoto adolescente, e sim de uma criança de oito/dez anos. A linguagem usada é bem boba e simples até demais. Por conta disso, de cara já não me identifiquei com Charlie, que é a personagem principal. 

As aventuras de Charlie e seus amigos são ok, são passagens da vida cotidiana, como de qualquer pessoa. Primeiro beijo, primeiro amor, primeira festa, e para alguns, drogas e suas consequências. Até aqui, é a velha sedução dos adolescentes pelo famoso “sexo, drogas e rock and roll”. Beleza. Experiências são legais para se contar, e alguns momentos realmente são super identificáveis com as nossas vidas, dos nossos amigos e etc. E por mim estava tudo bem até aí, mesmo o Charlie sendo meio bobinho, do tipo que não reage, e não chama a atenção nunca, mesmo depois que ele conhece o Patrick e a Sam, e tudo mudou, ele não ganha tanta expressão como eu acho que ele deveria, apesar de que durante o decorrer da leitura, fica claro que o Charlie se conhece cada vez mais, e se deixa ser quem ele realmente é.

“Manter-se à margem oferece uma única e passiva perspectiva. Mas de uma hora para outra sempre chega o momento de encarar a vida do centro dos holofotes.”

Mas não é só isso: Seu melhor amigo morreu, a irmã sofre com o relacionamento e guarda um segredo e a tia favorita de Charlie sofre um acidente e morre, deixando o menino achar que a culpa é dele, quando, na verdade, ela também escondia um segredo gigante. (Só tragédia, minha gente)

E eu achei o segredo um lixo. Não no sentido de grandiosidade, porque realmente era algo grande e importante, mas porque não explicaram direito e ficou meio clichê. O autor simplesmente jogou a bomba, deixou lá pra explodir e saiu correndo. Extremamente mal explicado e mal aproveitado, quando se poderia abordar o tema de uma maneira mais proveitosa e importante.

Eu gostei do Patrick e da Sam, eles dão vivacidade à história e fora que ele é bem engraçado. Mas achei a história meio paradona. Até mesmo as músicas que servem de trilha sonora, são paradas.

Talvez o livro tenha agradado mais os mais jovens, que estão na adolescência e se identifiquem, talvez. E talvez eu estivesse com muito expectativa. Portanto, a minha dica é: não criem expectativa com esse livro, só vão se frustrar.

“Então, acho que somos quem somos por várias razões. E talvez nunca conheçamos a maior parte delas. Mas mesmo que não tenhamos o poder de escolher quem vamos ser, ainda podemos escolher aonde iremos a partir daqui. Ainda podemos fazer coisas. E podemos tentar ficar bem com elas.”

Skoob

Onde Comprar

Filme

Sinopse

A história é narrada por um adolescente tímido e impopular que descreve a sua vida em uma série de cartas para uma pessoa anônima e explora as fases da adolescência, incluindo o uso de drogas e sexualidade.

Trailer

Pitaco da Mô

THE PERKS OF BEING A WALLFLOWER

Eu adorei o filme. É bem mais agitado, mesmo sendo bastante fiel ao livro. Achei que as piadas funcionaram, a química entre os atores deu muito certo, o Charlie do filme não é tão bocó como o do livro e eles mudaram um pouco a história da irmã, o que foi agradável.

Além disso, os atores estão muitíssimo bem em seus papéis e tem o Logan Lerman, a Emma Watson e o ótimo Ezra Miller, que deu um show à parte.

A trilha sonora ficou bem legal e a cena do relógio é impagável. A cena da briga também ficou sensacional.

E com certeza você vai querer refazer a cena do túnel, porque deve ser muito legal!

Eles conseguiram pegar a chatice do livro (porque o livro é um tanto chato) e transformar em uma coisa mais pra cima, não tão parado. É um filme sensível, entretanto.

Eu realmente me diverti vendo esse filme, que conta com romance, drama, ação e comédia.

Posso afirmar, com confiança, que esse é um dos poucos casos em que o filme é melhor que o livro.

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